
Sempre na reserva: você?
IRMÃO ROCHA #1
Blogueiros e blogados, a confusão acabou! Agora há UM critério que define o consumo do seu veículo. Trata-se de um selo lançado pelo governo e que em breve estará na maioria dos veículos vendidos no País. Exatamente como hoje acontece com geladeiras e outros aparelhos eletrônicos, que informam o consumo de energia elétrica de forma que se possa comparar um com o outro.
Isso transformará a imprensa automotiva, principalmente aquelas publicações que se dedicam a esse tipo de teste.
Já conheci entusiastas capazes de comprar todas as revistas e jornais pra encontrar a melhor relação de consumo do seu veículo. Os boqueiros, por exemplo, são capazes de dizer qual o consumo de determinado carro encontrado por cada uma das publicações. Mas, a partir de abril, se tudo for cumprido como combinado, é só olhar o pára-brisas do carro na concessionária para saber em que faixa de consumo ele se enquadra.
Não se trata de oportunidade pra melhorar o conteúdo da mídia especializada? Apaixonados, entusiastas e alunos de universidades relacionadas ao setor automotivo concordam que a qualidade dessas matérias deixa a desejar na maioria dos casos.
Mas também existem pessoas que acreditam que esteja emergindo novas possibilidades para a mídia entregar um produto mais ao gosto dos seus consumidores.
Está na hora das redações organizarem suas pautas escutando mais as necessidades dos leitores/ouvintes/telespectadores/internautas. E esse é um processo que nunca acaba, e por isso os profissionais precisam estar preparados para enfrentar constantes transformações.
Opinião só dá quem tem.
ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2
Concordo que, pelo ponto de vista do consumidor, a etiqueta (na verdade um adesivo) que indica o consumo do veículo é mais do que bem-vinda. Até porque, até agora, cada montadora ou publicação do setor fazia sua medição de consumo de acordo com o que mais lhe convinha ou o que julgava que era correto do seu ponto de vista – apesar de a ABNT possuir há muito tempo uma norma padrão para tal, não havia qualquer obrigação de utilizá-la.
Agora, como as medições serão feitas por uma entidade independente das montadoras e das revistas, jornais, editoras e etc., o Inmetro, pode-se dizer que são confiáveis e feitas, todas, dentro de um mesmo parâmetro. Porque as montadoras, por exemplo (as que divulgam informações de consumo; nem todas o fazem), faziam assim: põe o veículo no nível do mar, usa um piloto bem magrinho, fecha as janelas, anda só triscando o acelerador… e tome consumo bão pacas, ao menos no papel. Fora que nada impedia que, se o consumo aferido fosse, por exemplo, 12,9 km/l, e o departamento de marketing da montadora achasse que era pouco, a montadora divulgava 15 km/l e pronto. Nada impedia, repito.
Agora há um padrão, e será bonito de ver quando a primeira montadora descobrir que consumo, sim, é um belo argumento para vender carro. No momento em que a primeira publicar um anúncio dizendo “pode comparar na etiqueta, nosso carro é mais econômico do que todos os rivais” outras farão o mesmo. E aí a etiqueta, e saber e medir o consumo, fará sentido na cabeça do consumidor. E nas vendas.
