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O Fator Velhinhos

27 fev

Mais de 10,5 milhões de carros com 10 ou mais anos de vida circulam pelo Brasil. Só os carinhosamente chamados de velhinhos, com mais de 15 anos, são 4 milhões. Muitos antigos estão super conservados por colecionadores e entusiastas que guardam a história do automóvel completamente dentro da lei. Esses, representam a exceção. A esmagadora maioria roda por aí poluindo, causando acidentes e congestionamentos, além de consumir recursos que deveriam ser direcionados aos veículos novos.
Não vamos fugir da realidade do auto-transporte. Estamos ligados a eles (os carros) e encarar o problema é melhor do que resmungar e não fazer nada.

Mas também temos poucas alternativas na mesa. Veja o noticiário: ou exalta os carros novos ou critica o grande volume de veículos vendidos. São poucos que discutem de forma assertiva os problemas do transporte individual. Tá faltando conhecimento, debate, propostas…e ação.

A primeira grande verdade é que o carro velho abandonado causa problemas pra sociedade – custo do reboque e do pátio, que são mantidos pelo estado até o dono regularizar a situação do bem (que quase nunca acontece). Veículos irregulares rodando também custam pra sociedade, além de poluírem o ambiente. Isso sem contar a ameaça que representam, pois estão sem condições de oferecer segurança requisitada em lei para os veículos de todas as categorias (duas e quatro rodas, além dos caminhões).

Então, que tal cuidar de verdade desse problema em vez de botar a culpa exaustivamente nas vendas de carros novos?
Um dos benefícios de atuar com mais prioridade sobre os veículos velhinhos seria o desenvolvimento de uma indústria da reciclagem. Haveria mais peças boas retiradas desses veículos para consertar outros modelos. A própria reciclagem dos diversos materiais dos veículos serviriam não apenas à indústria automotiva, mas também outros setores.
Sem os carros que não apresentam condições nas ruas haveria menos acidente e melhor fluxo. Pois uma Kombi velha, um Corcel um Fiat 147 ou um Chevette caindo aos pedaços sempre atrapalham a gente.

São tantas opções quando queremos agir para melhorar nossa vida, que pensamos em resumir da seguinte forma esse tema: Quem gosta cuida. Quem não quer mais, jogue fora de forma consciente. E quem não pode manter, use o transporte coletivo.

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Uma resposta para “O Fator Velhinhos

  1. Cicero Lima

    28 fevereiro 2012 at 70710 am

    Os carros velhos são um problema isso é verdade, porém trocar de carro apenas pelo consumismo também é um problema. Para fabricar um carro existe toda uma cadeia de transformação e transporte que polui o ambiente e consome muita energia. O Assunto é complexo e precisa ser mais discutido

     

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