RSS

Arquivo da categoria: Esportes

BRASIL 1 X 2 HOLANDA – FORA RICARDO TEIXEIRA

“…não podemos culpar um jogador (Felipe Melo). Quando perdemos, perdemos todos…”. A declaração do Dunga na última coletiva oficial do Brasil na Copa 2010 volta os holofotes não apenas nos jogadores, mas para toda a estrutura que comanda o futebol brasileiro. Aliás, a maioria que atuou na delegação do Brasil na Copa da África tem o fracasso recorrente em suas fichas corridas.

A começar pelo presidente Ricardo Teixeira, o chefão de calibre internacional, mas também não podemos esquecer dos Américos Farias da vida e todos os funcionários que trabalham nos bastidores da Seleção Brasileira de Futebol.

Precisamos de renovação total pra não deixar falsas esperanças alimentar o sonho de mais um título mundial. FORA RICARDO TEIXEIRA.

Fora diretores, médicos, fisiologistas, fisioterapeutas e todo o staff. Fora Rodrigo Paiva e Andrés Sanchez. Fora Jorginho. Vai embora, Dunga.

O Ricardo Teixeira vai se dedicar exclusivamente à organização da Copa 2014 e seu projeto financeiro que culminará com a presidência da Fifa. Essa é a oportunidade perfeita para promover uma mudança radical na estrutura que comanda e atua na Seleção. Queremos ver uma nova filosofia que promova o desenvolvimento de um trabalho profissional e coeso rumo a Copa no Brasil. Vocês tiveram duas ótimas chances de trazer o hexa e ninguém quer ver uma terceira tentativa fracassar em casa, diante de nossos olhos.

O brasileiro que estará na Copa de 2014 não vai perdoar a decepção de perder em casa sob o comando da corja de Ricardo Teixeira que habita a CBF. E estando aqui, sem ter pra onde fugir, o povo vai atrás de vocês.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 2 julho 2010 em Esportes

 

Tags: , , , , , , , , ,

Qual a sua seleção em 2010?

Quem merece vestir a amarelinha?

Tá chegando a hora de escolher os 23 que vão levantar o caneco lá na Copa da África. E enquanto o Dunga esconde o jogo o brasilzão faz suas apostas. A lista do povo muda todo dia mas, também, com 190 milhões de técnicos fica difícil definir os preferidos. Pois aqui vai uma das listas dos Irmãos Rocha. Só nomes, pra não complicar. E aí, qual é a sua lista?

Julio César

Vitor

Júlio Sérgio

Maicon

Daniel Alves

Roberto Carlos

Juan

Lúcio

Luisão

Alex Silva

Gilberto Silva

Felipe Melo

Kleberson

Josué

Kaká

Ronaldinho

Ganso

Elano

Ramires

Luís Fabiano

Robinho

Neymar

Adriano

Nilmar

 
1 comentário

Publicado por em 3 maio 2010 em Esportes

 

Tags: ,

Porque odiamos Galvão Bueno

Galvão Bueno

Galvão Bueno, sempre simpático

Irmão Rocha #1

Apesar de não usarmos muito esse blog para falar de coisas estritamente pessoais, já que eu e Irmão Rocha expomos nossas opiniões sempre dentro de um contexto mais geral, e sobre fatos cotidianos, resolvi abrir uma exceção e contar a vocês porque odeio Galvão Bueno – coisa que, salvo engano, nem mesmo meu próprio Irmão Rocha sabe.

Bem, meu esporte preferido é Fórmula 1. Primeiro porque adoro carros, velocidade, pilotagem, reações sobre pressão – e a F1 é o expoente máximo de tudo isso. Segundo porque as únicas lembranças que tenho com meu pai, de relação pai-filho, só nós dois, são justamente eu e ele acordados domingo de manhã assistindo corridas. Pela minha lembrança, pelo menos, foram as únicas vezes na vida em que ficamos só os dois em torno de uma mesma coisa.

O problema é que eu era muito moleque nessa época, e era justamente a época em que o Senna surgiu. A época em que ele ganhou os três mundiais. Lembro vagamente da era Piquet, mas foi na era Senna, com Mansell, Patrese etc que eu passei a entender mesmo a corrida, o campeonato, a acompanhar de perto, essas coisas.

E, justamente pelo fato de ser moleque nessa época – e posso garantir que eu era um moleque revoltado -, eu não conseguia desassociar a narração-torcida-ufanista-estúpida do Galvão Bueno da corrida e do Senna em si. Ficava puto da vida com as merdas que o Galvão dizia a cada 30 segundos e, por tabela, só para ver o Galvão se fuder (acho que eu fui um dos pioneiros do Cala a Boca, Galvão!!) torcia contra o Senna.

É, isso mesmo: a vida toda em que o Senna correu na F1 torci contra ele.

Coisa de moleque, e tales, mas quando penso nisso hoje em dia fico triste. Não me conformo como não pensava em baixar o som da TV, ligar o rádio que ficava no 3-em-1 ao lado da TV com outra narração, nada disso. Ou simplesmente ver a corrida, a corrida de verdade, como faço hoje, ignorando completamente o que está sendo dito por quem quer que seja – desenvolvi essa técnica ao longo dos anos, depois que cresci um pouco e entendi que o esporte transmitido é uma coisa, quem narra e torce é outra.

E por isso também odeio a vinheta BRASIL-SIL-SIL!.

Ainda bem que hoje existem You Tube e afins, onde posso assistir de novo às corridas da era Senna, com ou sem Galvão. E também que entendi, finalmente, que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Atravessada Irmão Rocha # 2

Eu não sabia, Rocha, mas odeio igual. Quando a gente é moleque a pouca diferença de idade é mais evidente. Por isso na época do Senna já ignorava a voz do Galvão e me concentrava só nas corridas.

Mas coisa ruim não acaba rápido e esse locutor ainda está no ar. Pô, não existe autocrítica na cúpula da TV Plim-Plim? O Galvão já cansou a gente! Até ele próprio cansou de locutar. Passa a maioria do tempo de uma partida, corrida ou grande cobertura esportiva pagando de bufão televisivo sempre tentando nos convencer que sua visão – e opinião – privilegiada, é a que vale.

Galvão Bueno é a própria encarnação da falta de gente interessante na TV brasileira. Ele mesmo despontou como o substituto do grande Luciano do Valle na Globo, numa época em que haviam outros locutores muito bons. Aqueles que realmente faziam diferença numa transmissão esportiva.

De lá pra cá já se passaram quase 25 anos. E por que Galvão ainda é o principal e o mais destacado? Talvez por causa dos Cleber Machado da vida. Sim, porque se tem alguém pior que o Galvão é o Cleber Machado. Ele consegue piorar a pegada Galvão. Adicionado à compulsiva tendência de torcer descaradamente contra algumas equipes e países a tradição brasileira de locutores que traduziam com prazer e emoção os acontecimentos esportivos para os ouvintes nas rádios morreu nas vozes e na postura de Galvião (??) e seus pretensos sucessores.

Com ressalva a uma nova voz, nova postura, que pode despontar como a salvação da Globo. Luis Roberto. Até agora imparcial, com uma voz que agrada e uma postura que não compromete. Vamos assistir até quando. Mas por favor, sem a vinhetinha BRASIL-SIL-SIL!!

 
5 Comentários

Publicado por em 22 setembro 2008 em Esportes, TV

 

Tags: , , ,

As Olimpíadas das imagens

Irmão Rocha #1

As intermináveis madrugadas de agosto não vão sair da minha cabeça por um bom tempo. O que eu e milhões de pessoas vimos nas Olimpíadas é algo que jamais havíamos visto. Não falo apenas da definição das imagens, mas dos ângulos que passamos a ver as competições, os competidores e quase tudo ao seu redor. É impressionante como a câmera lenta pode captar para nós a técnica, o esforço e a reação do atleta nesses Jogos. A transmissão deu um salto de qualidade e precisão talvez mais importante que a superação dos recordes pelos atletas.

Pra mim essa será a Olimpíadas das imagens marcantes. Aquela do Cielo por baixo d’água rangendo os dentes pra puxar ar no final da prova será uma das top ten do Cubo D’Água. E olhe que ele não tirou a cabeça da água pra respirar nos 50 metros. Eu, por exemplo, preciso respirar três vezes pra cumprir míseros 25 metros. Nos 50m minha melhor marca foi 7 tiradas de cabeça da água…

Poderia encher essa página com outras cenas tão impressionantes quanto, mas prefiro me concentrar nos autores dessa evolução de imagens pulsando na minha TV. Os “Chinas” estão dando um show nesse particular. Tá certo, imagino que tem muito americano – lembra do estadunidense ô caralh…? – trabalhando na geração das imagens, mas certamente os chineses têm muito a ver com isso. Provavelmente a tecnologia utilizada em câmeras e todo o aparato necessário pra gerar as imagens foram produzidos lá. Ou no oriente. Não importa. Tudo acontece lá e não é por acaso. Ponto e parabéns pros “Chinas”.

Pra continuar em Olimpíadas não posso esquecer da participação do Brasil, que é reflexo da administração esportiva no País. Um fiasco. É fácil perceber que faltou algo mais pros atletas brasileiros atingirem melhores resultados. Aquele detalhe, creio eu, originado pela ausência de apoio planejado, coordenado por dirigentes das diversas modalidades, que acham que fazem demais pelo o esporte. Os resultados, então, deveriam ser cobrados desses sujeitos e não dos atletas Torcedores, brasileiros e os atletas deveriam fazer isso pra valer. Enquadrar esse povo no paredão!

Seu Arthur “língua plesa” Nuzman tem tudo a ver com o típico dirigente brasileiro. Ele, que montou uma empresa pra só pra prestar serviço de milhões de dólares durante o Pan do Rio, tem muito a ver com o apagão esportivo lá do outro lado do mundo.
Pior. Nuzman e o Ricardo Teixeira são os responsáveis por eu perder o bolão da Firma. Apostei que o Brasil levaria de 7 a 10 ouros. Placar final: 3 ouros.

Sem planejar e cumprir cronogramas de treinamento e metas para os atletas – aliado a um plano de investimento em acesso à modalidades Olímpicas para todos – vamos ser obrigados a continuar ouvir o Galvão Bueno nos enganando com esperanças de medalha em todas as modalidades que ele narra.

Atravessada Irmão Rocha #2

Concordo plenamente: essas olimpíadas foram um show de imagens. Aliás, do caralho que alguém se ligou que a gigantesca maioria da população mundial vê as Olimpíadas pela TV e não ao vivo; portanto, vamos investir numa puta transmissão, rapaziada. Nota dez para os Chinas e para todos que fizeram o trampo de TV.

Aliás, quem quiser ver mais imagens interessantes de Pequim recomendo dois sites duca, que mostram imagens 360 graus do Ninho de Pássaro e do Cubo D´água: http://www.karikuukka.com/peking2008/100m/ e http://www.nytimes.com/interactive/2008/08/21/sports/olympics/20080821_10M_DIVING.html.

Agora falando especificamente da participação brasileira nas Olimpíadas, acho muito conveniente que façamos este post agora, depois que a febre da Olimpíadas passou e a gente nem lembra o nome de nenhum atleta que ganhou uma medalha de bronze. Nem provavelmente quantas medalhas em cada esporte nós ganhamos, exceção de futebol e vôlei.

Discordo de que a participação brasileira tenha sido um fiasco. Não foi fiasco. Foi igual a sempre. Se não me engano, inclusive, o Brasil empatou em número de medalhas com o melhor resultado, de Atlanta, acho.

A sensação de fiasco vem da ridícula e lamentável transmissão de TV – aquela mesmo que acabamos de elogiar, mas que infelizmente vêm com áudio de Galvão Bueno & Cia limitada devidamente acompanhada da inseparável vinheta BRASIL-SIL-SIL da Globo. Só isso.

A mesma transmissão que é capaz de dizer idiotices absurdas do tipo o nadador brasileiro não sei quem disputará com Michael Phelps a medalha de ouro em não sei quantos metros, quando até o anão do jardim da casa dele sabia que não havia qualquer chance de disputa. A disputa era pela prata, se tanto.

E aí quando o nego ou a nega não ganham a medalha de ouro são uns bostas, um monte de merdas, amarelões e a participação brasileira foi uma decepção. É isso que o sentimento popular invoca, mas deveria invocar a decepção com a qualidade da transmissão dita jornalística das Olimpíadas.

Então aproveite o fim das Olimpíadas, que todo mundo já as esqueceu, para reparar daqui por diante quantas vezes, de hoje a três anos, quando começarem os Jogos Panamericanos no México, o Jornal Nacional fará matéria sobre o Taekendô, Vela, Judô, Tênis de Mesa, Levantamento de Peso, Arco e Flecha, Salto em Distância etc. Modalidades tão valorizadas em Olimpíadas e tratadas feito cocô de cavalo do bandido enquanto não há medalhas onde o BRASIL-SIL-SIL está em disputa.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 8 setembro 2008 em Esportes, Mídia, Mundo, TV

 

Tags: , , , ,

Correu bateu é gol

 Irmão Rocha #1

Ah, o futebol. Taí esporte legal prá caramba – não a tôa é o mais popular do mundo, mesmo sendo tratado mal pacas nos Estados Unidos, onde há NBA, beisebol, futebol americano (do qual os EUA são campeões mundiais), Nascar…

O futebol é emocionante pacas, mas está perdendo sua essência. Não se curte mais o futebol, o esporte: pensa-se apenas no time. E no time, não na equipe. Não se admira mais a beleza do futebol, suas nuances, improbabilidades, erros do juiz, aquelas coisas que só o futebol proporciona. Só se diz meu time ganhou, sou o bom.

E há os que se dizem entendidos de futebol porque sabem a escalação do seu time no campeonato da taça Brasil de 1957, ou porque no time que torcem jogou o Zezinho Banzé em 1932 e fez uma jogada que driblou meio time e furou a rede. Pá. Isso não é entender de futebol, é ser paga-pau do time.

Entende de fato de futebol, do jogo futebol, apenas aquele que torce para os times ditos pequenos. Pois torcer para time grande, até eu. Torcedores de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos são os que menos entendem de futebol. Porque na verdade não querem nada com o futebol, não têm compromisso nenhum com o futebol, mas apenas consigo mesmos para dizer que são campeões disso ou daquilo, que ganharam tal jogo ou tal taça. Plaftz. Grande coisa.

Pois torcer para time dito grande é fácil. Todos estes quatro times grandes uma hora ou outra ganham algo. Isso é inegável. Pegue a lista dos últimos 50 campeonatos paulistas e veja quantas vezes um dos 4 não venceu; três, quatro, cinco no máximo. Quem torce para time grande é na verdade um covarde do futebol, que não admite perder e por isso não entende a beleza de um jogo de futebol.

Times grandes têm fases ruins, sim, enfrentam tropeços como a queda do Corinthians para a Série B. Mas todo mundo sabe que uma hora ou outra o Corinthians vai ganhar alguma coisa de novo, e não vai demorar muito. Assim como o Santos vai ganhar, o São Paulo vai ganhar, o Palmeiras vai ganhar. Coisa mais sem graça, óbvia.

Só que tem coragem de torcer para um time dito pequeno como a Portuguesa, Juventus, São Caetano, Amparo, Comercial, Inter de Limeira, Ferroviária, Marília, XV de Jaú, Olímpia, Paulista, Botafogo de Ribeirão e tantos outros carrega a verdadeira paixão, amor pelo futebol. Pois vê o futebol puro, sem essa de ‘só quero ver meu time ser campeão e zuar os outros’. Quem torce para estes times acredita de verdade no futebol, nas suas coisas bonitas e tristes. Fora que é muito mais difícil encontrar outro torcedor de seu time, outro igual de coração – ao contrário de gente que torce para time grande e que está nessa só por estar, para se aglomerar com um monte de gente que se detesta com o argumento que são todos torcedores do mesmo time. É por isso que essa gente vaia o time quando ele está perdendo, e só apóia quando ele está ganhando. Não entendem de futebol, entendem de torcer.

Torcedor de time dito pequeno nunca, jamais, vaia seu time, ainda que ele seja rebaixado para a série Z da Copa Várzea. E só ele sabe a verdadeira alegria de ser campeão.

Atravessada Irmão Rocha # 2

Realmente futebol é emoção, é coração, espetáculo para milhões. Os jogadores são, na minha opinião, a versão moderna dos gladiadores de Roma.

A metáfora não veio à toa. Que me lembre dos livros de história e filmes, os romanos não iam ao Coliseu pra torcer por quem ia morrer. O gladiador magrinho era vaiado e virava comida dos Leões. Aos mais fortes, aplausos…e a torcida na próxima luta.

No futebol a coisa é mais ou menos assim. Aos grandes, a massa da torcida ocupando todo o estádio, os hinos, a paixão. Para os pequenos, a honra de competir. O que já é bastante.

Sejamos honestos. Por que os times menores têm torcidas pequenas? Simples: quem, no Brasil, gosta de ver jogo sofrido, chato, com mais bolas rebatidas pelas canelas do que jogadas belas, coordenadas e com o toque de craque dos jogadores dos grandes times? Muito pouca gente.

Futebol, de novo, é emoção. Mas um jogo de time pequeno, convenhamos, deixa o sujeito com mais raiva do seu time, do técnico, do diretor e, lógico, do jogador perna-de-pau.

É assim no mundo todo. Assistir qualquer jogo do futebol chileno, da Costa Rica, é um pesadelo. Uma lástima.

Na Europa o melhor exemplo é o Chelsea. Era time médio mas recebeu injeção de petro-dólares-russo que o transformou na equipe que teve o maior crescimento da torcida dos últimos anos.

Então os torcedores dos pequenos que me desculpem. Aprendam sobre a magia do futebol. Cresçam e apareçam.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 21 maio 2008 em Esportes