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Arquivo da categoria: Vida Urbana

O Fator Velhinhos

Mais de 10,5 milhões de carros com 10 ou mais anos de vida circulam pelo Brasil. Só os carinhosamente chamados de velhinhos, com mais de 15 anos, são 4 milhões. Muitos antigos estão super conservados por colecionadores e entusiastas que guardam a história do automóvel completamente dentro da lei. Esses, representam a exceção. A esmagadora maioria roda por aí poluindo, causando acidentes e congestionamentos, além de consumir recursos que deveriam ser direcionados aos veículos novos.
Não vamos fugir da realidade do auto-transporte. Estamos ligados a eles (os carros) e encarar o problema é melhor do que resmungar e não fazer nada.

Mas também temos poucas alternativas na mesa. Veja o noticiário: ou exalta os carros novos ou critica o grande volume de veículos vendidos. São poucos que discutem de forma assertiva os problemas do transporte individual. Tá faltando conhecimento, debate, propostas…e ação.

A primeira grande verdade é que o carro velho abandonado causa problemas pra sociedade – custo do reboque e do pátio, que são mantidos pelo estado até o dono regularizar a situação do bem (que quase nunca acontece). Veículos irregulares rodando também custam pra sociedade, além de poluírem o ambiente. Isso sem contar a ameaça que representam, pois estão sem condições de oferecer segurança requisitada em lei para os veículos de todas as categorias (duas e quatro rodas, além dos caminhões).

Então, que tal cuidar de verdade desse problema em vez de botar a culpa exaustivamente nas vendas de carros novos?
Um dos benefícios de atuar com mais prioridade sobre os veículos velhinhos seria o desenvolvimento de uma indústria da reciclagem. Haveria mais peças boas retiradas desses veículos para consertar outros modelos. A própria reciclagem dos diversos materiais dos veículos serviriam não apenas à indústria automotiva, mas também outros setores.
Sem os carros que não apresentam condições nas ruas haveria menos acidente e melhor fluxo. Pois uma Kombi velha, um Corcel um Fiat 147 ou um Chevette caindo aos pedaços sempre atrapalham a gente.

São tantas opções quando queremos agir para melhorar nossa vida, que pensamos em resumir da seguinte forma esse tema: Quem gosta cuida. Quem não quer mais, jogue fora de forma consciente. E quem não pode manter, use o transporte coletivo.

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VIDA LOUCA vs VIDA SUSSA

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Como você leva sua vida?
Passou (ou passará) décadas numa dedicação cega ao trabalho buscando um futuro($) “garantido”?
Ou uma vida de altos e baixos($) mas preenchida, embriagada por mais amigos, viagens, vivências, amores…?

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Publicado por em 28 julho 2011 em Mídia, Vida Urbana

 

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A autocensura da música

Que País É Esse, LP de Legião Urbana onde está Faroeste Caboclo.

Que País É Esse, LP de Legião Urbana onde está Faroeste Caboclo.

IRMÃO ROCHA #1

Gostava bastante de músicas longas no século passado. Ouvir músicas com mais de 10 minutos, como a clássica Stairway to Heaven do Led Zeppelin era comum até nas rádios, que tocavam sem constrangimento Faroeste Caboclo, do Legião Urbana, na programação de fim de tarde.

Hoje em dia pouquíssimos canais no dial ou na net estão dispostos a explorar clássicos ou até músicas novas de 10, 13, 16 minutos ou mais. O que aconteceu? Músicos, compositores e intérpretes perderam o fôlego? Eu acredito numa mudança da preferência.

O ouvinte é que mudou. Deixou a virtuosidade dos longos solos ou músicas de letras gigantes para curtir num show ao vivo, dando preferência no dia-a-dia às músicas um tanto mais curtas. Veja você mesmo: abra suas músicas no computer ou no tocador e cheque qual a média de tempo de todas elas.

Nesse momento em que escrevo tenho 60 músicas no meu tocador e apenas uma quase chega a 8 minutos (Mônica Millet & Momile Feat. Gilberto Gil & Marisa Monte – Life Goods a 7h54min). Tem mais uma de quase oito e duas de sete minutos. A grande maioria é de sons com 4 minutos. Agora mesmo ouço Deixa Eu Dizer, de Cláudia, de 2:48.

É esse tamanho de música que procuro escutar mais, não importa o gênero. Quer dizer que em menos de uma década minha playlist sofreu um corte de pelo menos seis minutos entre os sons mais curtos e longos que ouço hoje.

Provavelmente muitas pessoas que ouvem muita música todos os dias perceberam esse fenômeno. As músicas mais tocadas têm que se enquadrar ao padrão das rádios e o gosto do ouvinte vai constantemente se moldando.

E os artistas, claro, vão adequando sua obra à preferência nacional.

Talvez na próxima década nossos ouvidos vão aceitar somente músicas com 1 minuto. E aposto que cada vez mais o botão do next music será acionado. Paciência pra ouvir um solo de 15 minutos pra quê, não é mesmo?

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ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

Eu acredito que a maioria das rádios, antigamente, também não gostava de tocar música de muitos minutos, coisa de 10, 15. Só consigo mesmo lembrar, das nacionais, de Eduardo e Mônica, que nem é tão longa assim, e de Faroeste Caboclo, ambas do Legião. Curioso é que Faroeste Caboclo na verdade é anterior a Eduardo e Mônica, e acho que as rádios de então só toparam para ter mais um hit da Legião, que na época era A banda, nas paradas. Uma espécie de exceção.

(Aproveito para contar uma pequena e estúpida passagem da minha vida: até hoje eu sei Faroeste Caboclo inteira, de cor, do começo ao fim. Porque eu era bem moleque nessa época, e achava a escola, quase todas as aulas, um saco. Então eu descobri que Faroeste tinha 10 minutos, e as minhas aulas duravam 50 minutos. Então eu pensei um dia: pô, é só cantar mentalmente Faroeste Caboclo cinco vezes e cabou a aula. Assim, durante mais de um ano, eu cantei mentalmente Faroeste Caboclo inteirinha umas vinte vezes por dia.)

O curioso é que essa espécie de padronização das músicas em 3 a 4 minutos vem da época do vinil e das fitas K7: músicas grandes eram ruins, porque ocupavam muito espaço no bolachão e no K7, que tinham tamanho, em minutos, bem limitado. Uma música grande tomava o espaço de três ou quatro ‘normais’, e isso comercialmente era ruim. Quando veio o CD essa limitação acabou, pois cabe coisa pacas em um CD, muito mais do que o artista pode gravar, mas mesmo assim a padronização continuou.

Acho que os poucos a quebrar essa regra são os artistas de rap e hip hop, que gravam músicas bem mais longas do que 3 a 4 minutos, ainda que alguns estadunidenses como o Snoop Doggy Dogg já estejam bem encaixadinhos nesse formato: ajuda os clipes para a TV, também. Clipe de 10 ou mais minutos é foda para a emissora.

Talvez agora, com iPods quase ilimitados de múltiplos gigas quase impossíveis de preencher totalmente, os artistas se sintam mais à vontade para estabelecerem novos parâmetros para a duração de suas músicas, seja 1 minuto ou 30 minutos. E viva o MP3!

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Publicado por em 28 abril 2009 em Mídia, Música, Tecnologia, Vida Urbana

 

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Jornalista, a profissão sem futuro

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IRMÃO ROCHA #1

Creio que uma das profissões mais sem futuro que existem hoje no mundo é jornalista. E falo isso com toda honestidade do mundo, e sem nenhum rancor ou algo do gênero por esta categoria profissional: sou jornalista.

Antes de explicar o porquê um adendo, importante já nesta altura: o que acho que não tem futuro é o jornalista, não o jornalismo. São duas coisas bem diferentes, ainda que aparentemente entrelaçadas.

Jornalista não tem futuro pois 1) é uma das profissões que mais deveria adaptar-se aos novos tempos, às novas tecnologias 2) não o fez pois jornalista, em sua extrema maioria, se acha gente muito importante, inatingível, sem necessidade de abrir os olhos e ver o que acontece no mundo ao seu redor 3) é uma profissão que perdeu-se em seu próprio universo, em sua própria pequeneza e 4) não existe mais aquele jornalista, digamos, de verdade: aquele que realmente vai atrás de uma notícia – hoje jornalista só espera que a notícia lhe seja entregue.

Jornalista, por essência, deveria ser aquele que transmite informação. Seja repórter, editor, rádio-(ou web-)escuta etc, não importa. Mas o jornalista acha que isso é exclusividade sua – e não é mais. E o jornalista de hoje acha que ele é aquele que trabalha para o jornal, para a revista, para a TV. E aí é que se perdeu: deu mais importância ao veículo do que à sua própria profissão. E agora já é tarde demais para voltar atrás.

Pois hoje não precisamos mais dos jornais, das TVs, do rádio para nos informar. Temos a Internet. Temos blogs, twitter, orkut, o escambau. Ah, mas blogs e afins não tem nenhuma credibilidade!!, dirão alguns. É verdade. E por acaso jornais TVs e revistas a têm? Então eles não defendem seus interesses, não puxam a sardinha para quem e para onde querem? Você realmente acredita que o que está publicado em jornais e revistas, ou o que aparece na TV, é verdade verdadeira verdade nada além da verdade? Não seria a verdade… deles? Nunca, jamais, você leu uma matéria sobre assunto que dominava e viu que coisas ali publicadas estavam erradas ou, ao menos, distorcidas? Neste ponto os blogs e afins tem até mais credibilidade: como na maioria são pequenos, e pessoais, pouco interesse têm em manipular dados e informações.

Jornalista não tem futuro por isso: não precisamos mais de jornalistas para nos informar. Nos informamos onde queremos, onde como quando queremos. Na verdade a profissão de jornalista tem futuro até demais, pois em breve cada um de nós será um jornalista: teremos algo a dizer, algo que alguém quer escutar, saber. Por isso o jornalista dito profissional não tem futuro. Ninguém precisará mais dele.

E não existe mais o jornalista que realmente deu a essência e espírito do que achamos que é o jornalismo hoje, aquele cara que ia atrás da notícia, que a criava, que a descobria, meio James Bond meio Hobin Hood. Jornalista hoje é o bundão que recebe press release por e-mail, corta e cola e publica. E é isso aí. E não adianta querer ser o herói da redação, relembrar os tempos antigos e áureos do jornalismo pois isso simplesmente não existe mais. Não há espaço para isso nas redações de hoje.

Então, em breve, e a coisa já está meio neste caminho, jornais TVs e revistas publicarão apenas as versões oficiais e oficiosas de empresas, parlamentos, entidades etc sobre determinada notícia. E as pessoas se encherão o saco definitivamente de lê-los; eles, numa atitude desesperada, partirão para o que chamam de, ohhh, visão analítica: analisarão as notícias, mesmo porquê nada mais restará ao jornal de hoje, cujas notícias já se sabe desde ontem pela Internet. Eles pensarão que este é o caminho da salvação, mas será o pulo no penhasco. Pois os leitores rapidamente se encherão o saco de ler as análises e opiniões retrógradas, moralistas, radicais ou tendenciosas da maioria dos jornalistas, e os mandarão definitivamente à merda. E passarão a consumir seu próprio jornalismo, o que lhes interessa, e a praticar seu próprio jornalismo.

Enquanto isso acontece, hoje os jornalistas fazem o quê? Ficam perdendo tempo em uma discussão estúpida, infantil e infundada, mas sacramentada justamente em seu próprio umbigo jornalístico: jornalista deve possuir diploma ou não? Não vêem, os jornalistas, que esta discussão foi atropelada pelo trem da história há muito tempo. É absolutamente inútil. Deveriam discutir, isso sim, se jornalista deve continuar a existir, qual o seu papel de fato na sociedade, o que produz de útil. Mas não.

Outro dia a Revista Imprensa, a qual até então respeitava, e muito, trouxe grande manchete na capa: Blogueiro não é Jornalista. Tentativa mais do que desesperada de manter os privilégios e posição social – e jabás – da dita categoria. Mas por incrível que possa parecer concordei 100% com a manchete: de fato, confirmo e sacramento, blogueiro não é jornalista. O que a revista deixou de perceber, e publicar, é que este é justamente o grande azar do jornalista.

jornalismo

ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

A principal ferramenta do jornalista é a credibilidade. E o Irmão Rocha, como sempre, já esvaziou os argumentos sobre o processo de deterioração do jornalismo e dos jornalistas.

Por isso é verdade que qualquer um pode exercer o papel (ou profissão, como queiram) de comunicador nos dias de hoje.

A matéria-prima é, como disse, informar com credibilidade. Não estranha, portanto, a migração de jornalistas “das antigas” para blogs, onde têm a liberdade de escrever quanto e o que quiserem sem a obrigação de seguir padrões e linhas editoriais da “grande imprensa”.

Essa é a tendência e quem (qualquer um, não necessariamente jornalistas) se agarrar na credibilidade como ferramenta de trabalho terá certamente leitores, ouvintes e telespectadores.

Por outro lado é cada vez maior o número de jornalistas que se enquadram no estereotipo descrito pelo Irmão Rocha. Redações inteiras usam a técnica copia&cola pra informar o pobre do leitor.

Outro dia ouvi um absurdo de uma jornalista, editora de um dos principais veículos de comunicação do Brasil, que resume muito bem a atual situação do jornalismo.

Questionando sobre a falta de informação básica em seu texto, que sugeria uma interpretação errônea da notícia veio a pérola: “Desculpe, se há uma interpretação errada da notícia a culpa não é minha. Não tenho nada a ver se o leitor interpreta errado meu texto”.

Detalhe (ou pormenor): obviamente ela copiou a notícia de um grande jornal do exterior sem se preocupar em checar se a informação valia para o espaço que ocupa (quer dizer, o País onde escreve, o Brasil). Ah, também publicou uma foto errada de um produto na mesma notícia e se defendeu: “A foto é meramente ilustrativa”.

Ou seja, o jornalismo feito com credibilidade, cuja missão é informar e educar a sociedade está acabando. Em vez disso teremos corporações ditando o tom das notícias, torcendo a informação ao sabor de seus interesses. E os jornalistas, cada vez mais desarticulados e despreparados vão dançar essa música em troca de salários vergonhosos.

Realmente, a profissão de jornalista não tem futuro. E a culpa é de todos nós.

 

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A Rede Globo e o Atravessando

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IRMÃO ROCHA #1

A toda poderosa Rede Globo, dona de diversos sites, jornais, rádios e claro, a maior rede de TV do Brasil, leva, e muito, em consideração o que é escrito nesse blog. Com um plantel estelar de jornalistas, colunistas, diretores renomados, especialistas em comunicação e que tais, são os Irmãos Rocha que, pasmem, direcionam algumas decisões da Rede do plim-plim.

Não caro, blogueiro, blogado, não somos pretensiosos. Nos apoiamos em fatos ocorridos nos últimos tempos, sempre após alguns de nosso posts irem “ao ar”.

O que dizer, por exemplo, da enxurrada de coments pedindo o telefone do Jô. Vale a pena dar uma navegada pelos coments. A maioria quer ligar para fazer parte da platéia. Mas tivemos solicitações diversas, como da Ângela Cardoso, que precisa falar com a mãe do Derico, a Dona Mercedes, e nos procurou, provavelmente frustrada por não obter esse contato pelos canais oficiais da Globo. Ângela, infelizmente até o momento não conseguimos o telefone da Dona Mercedes.

Mas a própria Globo, olha só, nos enviou um comentário. Reproduzo abaixo para aqueles que até agora não conseguiram ligar pra produção do Jô.

Para fazer parte da platéia de qualquer programa de auditório da Rede Globo de Televisão

entre em contato através dos formulários presentes no site dos próprios programas ou
através dos números da CAT – Central de Atendimento ao Telespectador.

SÃO PAULO – (11) 3131-2500
RIO DE JANEIRO – (21) 3112-3500 ou (21) 2461-1500
RECIFE – (81) 3112-3500
BRASÍLIA – (61) 3241-2500
BELO HORIZONTE – (31) 3112-3500

Curioso, caro leitor, que esse coment chegou até nós às 21h do dia 13 de outubro. 21 horas? Isso quer dizer alguma coisa. Em esforço de reportagem descobrimos que manifestações da poderosa rede de TV em meios de comunicação como o nosso são tomadas após minuciosas análises, o que geralmente leva um dia inteiro. Opa, eles passaram todo esse tempo avaliando nosso blog? Parece que sim.

O que dizer então do que ocorreu com a transmissão do futebol na Globo no início do ano. Onde estava o Galvão? De férias? Que emprego bom, né? O cara tira três meses de férias justamente após uma atravessada declarando o nosso ódio e o de milhares de espectadores.

Mais que isso, o Cleber Machado, declaradamente inimigo deste blog por piorar o estilo Galvão com seus comentários nada a ver, gorando vááários times de SP, foi narrar o campeonato carioca. Em seu lugar no início do Paulistão veio o Luis Roberto, que elogiamos no mesmo post. Coincidência? Ou mais uma vez nossas preces foram “lidas” pelo pessoal do plim-plim?

Agora ele, o mala-Machado voltou para atormentar a transmissão do futebol paulista com seus comentários (quando deveria narrar o jogo) no melhor estilo filho-único-mimado-pela-mãe. Saca esse tipo? Quer ocupar o espaço com sua fala e só sai merda. E merda sem consistência. Pelo amor de Deus Globo, olha o que vocês estão fazendo com os nervos do telespectador. Desse jeito o jurássico Luciano do Valle vai ganhar a audiência….

A novela a Favorita também sofreu transformações depois que divulgamos o final de diversos personagens semanas antes do capítulo derradeiro. Acertamos em alguns, mas muitas cenas provavelmente foram regravadas, em mais uma prova de que os muitos acessos ao nosso blog partem de terminais ligados a partir do Jardim Botânico, no Rio, ou do imponente prédio na Berrini, em Sampa.

Quero finalizar dizendo que depois dos 21 coments sobre os post dedicados à Globo e das mudanças promovidas pela Rede dos Marinho após nossas intervenções pretendemos cobrar pela consultoria. Tá avisado: vamos mandar a nota cobrando depois, ok pessoal da Globo?

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ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

 

O Irmão Rocha não está louco não, é verdade. Tudo o que falamos da Globo aqui no Atravessando a Globo escuta. A Globo sabe. Se eles estão agindo apenas baseados no que escrevemos aqui não sei, mas que parece parece. Nós falamos mal do Cléber Machado, mandaram ele para o Rio. Paramos de falar mal do Cléber Machado, mandaram ele de volta. Nós falamos do cabelo loiro do Dodi, de A Favorita, e repintaram nos capítulos ainda a gravar. É assim mesmo.

Repetindo meu brother Rocha: não, não é pretensão. É fato. E vou explicar por que: a Globo está desesperada com esse negócio de Internet. Pois a Globo vende o que? Informação e entretenimento via TV. É só o que eles sabem fazer – vide os sites da Globo e G1, que só tem grandes acessos para… vídeos de coisas que passaram na TV Globo.

E a Globo, que, convenhamos, não é nenhuma amadora, sabe que ela está fudida, que a sua sobrevivência está ameaçada porque as pessoas estão buscando mais e mais informações e entretenimento na Internet. Os jovens vêem muito menos TV hoje do que viam na geração passada. E a Globo não sabe o que fazer. Prova cabal: Malu Magalhães no Faustão. Aposto com quem quiser que um diretor do Faustão disse: “Vamos chamar essa menina, mesmo ela sendo uma patza. Ela é um fenômeno da Internet. É uma forma de chamarmos essa audiência da Internet para o Faustão, chamar a nova geração para o programa.” Tsk, tsk. Pobres. Estão tão desesperados que não sabem o que fazer.

Então eles fazem o quê? Simples: a Globo é uma das empresas que mais monitora blogs e sites de relacionamento. Tenha certeza: qualquer coisa escrita em qualquer blog sobre a Globo chega na Globo. Na verdade os Irmãos Rocha não tem poder sobre a Globo, mas a Globo presta atenção no que os Rocha falam no Atravessando. E o comentário da própria Globo é a prova disso.

Por isso sugiro: se você tem um blog, fale sobre a Globo. Se você costuma deixar comentários em blogs, deixe um sobre a Globo. Eles lerão. Eu garanto.

Assim, faço minha parte: Galvão, aposente-se (esse foi só para engrossar o coro, nem tem mais graça). Cléber Machado: saia da escola Galvão, ou se aposente junto (ah, e nós sabemos que você é santista). Luís Roberto, você manda bem. Mais, agora em outra área: o que é uma novela passada na Índia onde todo mundo, inclusive os indianos, falam… português? O que é aquele Zorra Total, Deus? E Toma lá dá cá? Curso de formação de amadores? Por que a Globo compra direitos de transmissão de eventos esportivos para não transmiti-los? Por que contrata artistas da concorrência e deixa-os na geladeira?

Acorda, Globo. Nós estamos no Século 21. Os métodos do Século 20 não funcionam mais.

 
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Publicado por em 25 março 2009 em Credibilidade, Mídia, TV, Vida Urbana

 

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Por um jumbo na estrada

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Caindo em linha reta...

IRMÃO ROCHA #1

De 20 de dezembro de 2008 a 4 de janeiro de 2009 morreram, nas estradas federais do Brasil, 435 pessoas. Quatrocentas e trinta e cinco pessoas perderam a vida andando em carros, caminhões, ônibus e motos nas estradas do País em coisa de meros 15 dias.

Muito pouca atenção se deu a esse fato na imprensa. Houve o registro e pronto, nada mais – no dia seguinte, esqueceu-se. Como quem apenas aceita, tal qual fato normal e cotidiano como a estrela de cinema que saiu para passear com o cachorro e este fez cocô no quintal do vizinho também famoso em Hollywood.

Talvez você tenha ouvido falar a respeito, mas talvez não. Mas você certamente se lembra do acidente com o Boeing da TAM em Congonhas, que matou 199 pessoas em julho de 2007; ou do acidente do Airbus da Gol que chocou-se com o Legacy no ar e matou 154 em setembro de 2006.

Ambos causaram comoção nacional, capas de Veja, exigências de investigação completa e identificação total das causas dos acidentes e dos culpados. Não digo que isso não deveria ocorrer; sem dúvida deveria, sem dúvida era caso de comoção nacional. O que eu não entendo é: se em cada um destes acidentes houve menos da metade do número de mortos nas estradas do País em um simples feriado de natal e ano novo, porque isso também não causa comoção nacional?

Será que teremos que enfiar todos estes 435 corpos em um jumbo (como minha amiga Adriana Almeida prefere referir-se a aviões de grande porte) e arremessá-lo contra um prédio para que alguém tome ciência da gravidade desta situação? Precisamos de imagens espetaculares de bolas de fogo, destroços e familiares chorando para que alguém tome providência, para que alguém identifique culpados – ainda que sejam os próprios motoristas?

Aproveito, assim, para lançar mais uma campanha dos Irmãos Rocha por meio deste blog: Por um jumbo na estrada! Quem sabe, assim, os mortos nas estradas consigam, finalmente, chamar a atenção do público, da imprensa, do governo, dos governantes e da justiça federal.

ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

É isso aí, Por um Jumbo na Estrada. Quem sabe as pessoas não percebem que é mais seguro viajar pelo ar do que em duas quatro ou mais rodas.

Não dá nem pra comentar o papel ridículo da imprensa que espreme à exaustão tragédias como as das quedas dos aviões enquanto morre tanto ou mais gente em estradas e nas ruas das cidades. Todos os dias.

Em vez de malhar a falta de compromisso da imprensa quero lembrar que os acidentes, na maioria deles, têm no motorista o principal vilão. Também pudera: como alguém pode dirigir bem, conhecer e utilizar as regras de trânsito desenvolvendo essas habilidades num Centro de Formação de Condutores como os do Brasil?

Trata-se de máfia que vende habilitações, que não está preocupada com a qualidade do aprendizado do motorista, que ajuda o candidato a colar na prova teórica, que compra o delegado do Detran que aplica as provas práticas, enfim, que faz tudo errado, cagando pra responsabilidade que lhes é conferida, já que o importante é ganhar dinheiro. E os otários jovens motoristas acham tudo isso super normal. Tem gente que até faz piadinha sobre esse absurdo que ocorre no País.

Pior são as autoridades que há anos, décadas, fazem vista grossa para essa ação abominável das auto-escolas. E como disse, até se beneficiam desse tipo de máfia, grande responsável pelos acidentes de trânsito, pois os motoristas estão cada vez menos preparados pra enfrentar os desafios ao volante.

Cadê a imprensa para pôr o dedo na ferida desses malandros e das autoridades? Onde estão as próprias autoridades – as sérias, do bem – para coibir a ação ou legislar de forma a tornar mais eficiente a formação dos condutores? Enquanto isso não acontece os bons motoristas continuarão sujeitos a morrer por conviver no trânsito com os bração. Por isso, Por um Jumbo na Estrada.

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Publicado por em 16 janeiro 2009 em Carros, Trânsito, Vida Urbana

 

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O fim de A Favorita

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IRMÃO ROCHA #1

Segue aqui, em primeiríssima mão, o final da novela global A Favorita. Conseguimos estas informações com uma fonte dentro da Globo, que sentiu-se ameaçada por este modesto blog após divulgarmos o ultra-secreto telefone da produção do Jô Soares. Lá vai:

Zé Bob: descobre-se que é viado e tem um caso com o editor-chefe e proprietário do jornal O Paulistano – por isso nunca foi mandado embora do jornal, apesar de aparecer na redação quando quer. E, quando aparece, sempre vem alguém atrás dele em meio ao ambiente de trabalho irritando os colegas jornalistas: família, Flora, Donatela etc. Durante a novela toda só fez uma matéria – a tela do seu computador está sempre com o cabeçalho O Paulistano e no máximo um parágrafo de texto. Donatela e Flora ficam putas porque descobrem que ele só catou elas para descobrir informações para sua matéria. No fundo, tinha nojo.

Lara: Se fudeu. Tomou um pé do Cassiano e outro do Halley – veja o porquê abaixo. Foi expulsa de casa pelo vovô Gonçalo porque esse se ligou que a mina era uma puta duma chata, mimada e nunca trabalhou na vida. Deprimida, vendeu o Land Rover, comprou o Gol podre de Zé Bob e cheirou a diferença. Foi morar numa pensão na Praça da República e é zuada constantemente por seu cabelo arrepiado todo sem corte, pois vovô confiscou a chapinha e os gastos no cabelereiro. Vive hoje de vender DVDs pirata nas redondezas do centro da cidade.

Copola: Se fudeu também: casou com a Glória Menezes.

Irene: Outra que se fudeu: casou com o Tarcísio Meira. Há alguns anos seria legal, mas ele está em fim de carreira. Assim como ela.

Dodi: A casa dele caiu, mas se recuperou. Perdeu a mansão, mas vendeu o Mustang e com a grana se mudou para o subúrbio carioca. Lá, matou um cara, pintou o cabelo de loiro, abriu uma empresa de segurança particular e foi eleito O Homem do Ano.

Cassiano: O terceiro representante do núcleo de chatos da novela, ao lado da Lara e Irene, deu um pé na bunda de Lara quando descobriu que ela deu para todos os professores para passar na faculdade, visto que mesmo não trabalhando nunca estudava e quando ia na faculdade, o que era raro, ou se atracava com alguém ou encontrava a Donatela ou a Flora na cantina e ficava horas lá conversando. Hoje canta e toca em festas de batizado.

Diduzinho: Esse se deu bem: ganha a vida como cover do Seu Jorge.

Orlandinho Queiroz: Também se deu bem. Ganha a vida como mascote da torcida do São Paulo Futebol Clube, inclusive representando o time em eventos sociais e esportivos.

Halley: Depois do choque de descobrir que sua verdadeira mãe é Dona Nenê, de A Grande Família, e que portanto ele não pode catar Tuco, seu grande amor, pois seria incesto, recebe a notícia de que foi batizado com o nome de um cometa que nunca apareceu. Revoltado, dá um pé na bunda de Lara e assina contrato com a Record.

Maria do Céu: como o personagem perdeu importância na novela e ela é uma puta de uma chata, tão chata que até o núcleo dos chatos rejeitou sua entrada, não teve um destino na novela. Ignoraram ela e ninguém percebeu, preocupado com o destino dos outros personagens mais legais. Mas foi vista chorando ao ver um CD pirata do O Rappa na banquinha de Lara.

Augusto César: Se deu bem – ganha a vida como cover do Patropi.

Donatela: Se deu bem, depois de tanto sofrer: casou com o Edson Celulari, e ele é 3G. Mas descobre que Faísca e Espoleta foi o Milli Vallini brasileiro e tenta se matar; É salva por um jumento e, por isso, separa-se de 3G e casa-se com Leonardo.

Flora: Se deu bem pacas! Foi desmascarada, mas casou com Romildo, que entrou com um pedido de anulação de todos os julgamentos dela no STF, concedido por Gilmar Mendes. Continuou ricaça e mantém um caso amoroso com Daniel Dantas, seu grande herói.

FIM

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ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

Não tem jeito. Novela mexe com o brasileiro. Tá na boca do povo. Pode testar: em qualquer lugar do País que esteja, para puxar conversa com as pessoas basta comentar o último capítulo da novela das 8. Pronto: o bate-papo tá encaminhado. Ouso dizer que novela une o brasileiro mais que a política – já que nesse tema todo mundo tem memória curta.

Nem a drástica queda da audiência da novela das 8 – e de todas as outras da Globo – consegue mudar essa compulsão do brasileiro por elas. Até o Irmão Rocha, que no horário nobre provavelmente está navegando nos canais a cabo, se mobilizou para dar em primeira mão o fim da Favorita (quááááááá). Essa é a maior prova do poder desse folhetim televisivo.

E apesar de todos os (alguns válidos) argumentos contra a cultura da novela, ainda assim acredito no seu poder de mobilização e de entretenimento.

Tudo bem, o Marcelo Tas está certo quando diz que um folhetim minuciosamente preparado para ir ao ar – podendo custar milhões de reais o capítulo -, é produção pobre quando comparado com iniciativas mais criativas que mixam realidade e ficção na TV Brasileira.

Mesmo assim, de novo, novela faz parte da nossa cultura e isso não dá pra negar.

Mas como tudo na vida, novela deve ser consumida com parcimônia. Não dá pra viciar e engatar uma na outra.

Tem que ser encarada como uma diversão, uma com a qual nos identificamos. Não posso afirmar com 100% de certeza, mas desconfio que assistir novela é melhor do que ter em nossa programação todos os programas que acabaram por alienar completamente o telespectador americano médio. Construído há três décadas esse processo que teve – e ainda tem – uma diversidade de programas, séries e que tais lançados com o único propósito de criar uma visão deturpada da realidade, fez mais mal à sociedade americana do que faz a novela para a brasileira.

Ah, e voltando ao capítulo final. A única verdade do desfecho dos personagens de A Favorita acima é a de que o Zé Bob é gay. De verdade!

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Publicado por em 11 dezembro 2008 em TV, Uncategorized, Vida Urbana

 

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