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Basta acreditar – Irmão Rocha #1

Já estão discutindo o fim da política como nós, brasileiros, conhecemos e praticamos em nosso País. Estamos, de fato, um tanto distantes da erradicação daqueles que tomam decisões e governam em prol dos seus próprios interesses, mas alguns sinais apontam para caminho provavelmente sem volta.

O Ficha Limpa e a Marina Silva são dois desses pontinhos.

Sim, pois o primeiro promete – se o judiciário fizer a sua parte – banir ao esquecimento aqueles que hoje estão nos cargos eletivos usando o próprio sistema para manter-se lá, além de contaminarem esse ambiente com gente da pior espécie e formação.

A Marina Silva representa uma nova forma de ver e agir na situação.

Constituída de uma incrível mescla de valores, como o de fazer da mata meio de vida sustentável (ou seja, para ambos, nós e ela), de consistente vivência política, meio ambiente que a obrigou a reciclar, reusar e defender seus próprios conceitos de cidadã em benefício dos interesses sociais e ambientais, Marina se diferencia das opções que o Brasil tem para o futuro.

Ok, você leitor e muitos outros com quem conversei logo argumentaram que o melhor – e mais seguro – é manter o que está aí ou optar por alguém que mostrou serviço em outras esferas e que conta com o apoio de quem de fato movimenta a roda da grana brasileira – os empresários.

Não estaria nessas candidaturas justamente o que se pretende acabar? Política composta de acordos, negociações, acusações e ações exclusivamente de interesse…político?

Quando convida todas as pequenas e grandes entidades organizadas da sociedade e você, eleitor, a participar como parte importante da tomada de decisões, a Marina Silva não está apenas mostrando que é possível fazer política diferente. Ela desafia todos nós a assumirmos a nossa parte no problema. Ou nos problemas, que são vários: a moralização da política, a necessidade de investimentos em infra e educação, ao engajamento do meio ambiente no desenvolvimento dessa nação, enfim em questões que vão moldar o nosso futuro e o futuro de muita gente. Mas o presente também, pois quando tomarmos nosso papel de cidadão brasileiro, vamos exigir ruas mais acessíveis aos pedestres, transporte digno, estradas e vias asfaltadas…em essência, dignidade. Poderemos cobrar e seremos atendidos!

Basta acreditar. E fazer acontecer!

 
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Publicado por em 14 junho 2010 em Uncategorized

 

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Qual a sua seleção em 2010?

Quem merece vestir a amarelinha?

Tá chegando a hora de escolher os 23 que vão levantar o caneco lá na Copa da África. E enquanto o Dunga esconde o jogo o brasilzão faz suas apostas. A lista do povo muda todo dia mas, também, com 190 milhões de técnicos fica difícil definir os preferidos. Pois aqui vai uma das listas dos Irmãos Rocha. Só nomes, pra não complicar. E aí, qual é a sua lista?

Julio César

Vitor

Júlio Sérgio

Maicon

Daniel Alves

Roberto Carlos

Juan

Lúcio

Luisão

Alex Silva

Gilberto Silva

Felipe Melo

Kleberson

Josué

Kaká

Ronaldinho

Ganso

Elano

Ramires

Luís Fabiano

Robinho

Neymar

Adriano

Nilmar

 
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Publicado por em 3 maio 2010 em Esportes

 

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A LISTA DA DÉCADA

Depois de um longo período de inatividade o Atravessando quer romper 2009 com novas propostas. Começando com essa, que conta com a participação de todos. Como é hora de repassar o passado para projetar o futuro perguntamos: pra vocês, quais são os ícones da década nas seguintes categorias abaixo?

Em algumas delas os Irmãos Rocha deram seus palpites. Mas queremos é a Sua participação para, em 2010, construirmos uma lista com o que rolou de melhor e de pior nesse mundão.  

Capítulo I

1. A Palavra mais surrada da década

SUSTENTABILIDADE

2. A Frase mais surrada da década

NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS…

3. O pior escândalo político da década

MENSALÃO DO PT

4. O político inescrupuloso da década (essa é difícil)

ROBERTO JEFFERSON

5. A declaração mais ofensiva da década

“ESTOU ME LIXANDO PRA OPINIÃO PÚBLICA. ATÉ PORQUE PARTE DELA NÃO ACREDITA NO QUE VOCÊS (JORNALISTAS) ESCREVEM. VOCÊS BATEM, MAS A GENTE SE REELEGE”. Deputado Federal Sérgio Morais (PTB-RS)

6. O nome de “Operação” da PF mais bizarra da década. Opções:

 Anaconda

 Castores

 Sanguessuga

 Confraria

 Dominó

 Saúva

 Hurricane

 Navalha

 Carranca

 Xeque-mate

 Sétimo Céu

 Babilônia

 Firula

 Satiagraha

 Deja vu

 Boi barrica

 Selo

 
 

A autocensura da música

Que País É Esse, LP de Legião Urbana onde está Faroeste Caboclo.

Que País É Esse, LP de Legião Urbana onde está Faroeste Caboclo.

IRMÃO ROCHA #1

Gostava bastante de músicas longas no século passado. Ouvir músicas com mais de 10 minutos, como a clássica Stairway to Heaven do Led Zeppelin era comum até nas rádios, que tocavam sem constrangimento Faroeste Caboclo, do Legião Urbana, na programação de fim de tarde.

Hoje em dia pouquíssimos canais no dial ou na net estão dispostos a explorar clássicos ou até músicas novas de 10, 13, 16 minutos ou mais. O que aconteceu? Músicos, compositores e intérpretes perderam o fôlego? Eu acredito numa mudança da preferência.

O ouvinte é que mudou. Deixou a virtuosidade dos longos solos ou músicas de letras gigantes para curtir num show ao vivo, dando preferência no dia-a-dia às músicas um tanto mais curtas. Veja você mesmo: abra suas músicas no computer ou no tocador e cheque qual a média de tempo de todas elas.

Nesse momento em que escrevo tenho 60 músicas no meu tocador e apenas uma quase chega a 8 minutos (Mônica Millet & Momile Feat. Gilberto Gil & Marisa Monte – Life Goods a 7h54min). Tem mais uma de quase oito e duas de sete minutos. A grande maioria é de sons com 4 minutos. Agora mesmo ouço Deixa Eu Dizer, de Cláudia, de 2:48.

É esse tamanho de música que procuro escutar mais, não importa o gênero. Quer dizer que em menos de uma década minha playlist sofreu um corte de pelo menos seis minutos entre os sons mais curtos e longos que ouço hoje.

Provavelmente muitas pessoas que ouvem muita música todos os dias perceberam esse fenômeno. As músicas mais tocadas têm que se enquadrar ao padrão das rádios e o gosto do ouvinte vai constantemente se moldando.

E os artistas, claro, vão adequando sua obra à preferência nacional.

Talvez na próxima década nossos ouvidos vão aceitar somente músicas com 1 minuto. E aposto que cada vez mais o botão do next music será acionado. Paciência pra ouvir um solo de 15 minutos pra quê, não é mesmo?

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ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

Eu acredito que a maioria das rádios, antigamente, também não gostava de tocar música de muitos minutos, coisa de 10, 15. Só consigo mesmo lembrar, das nacionais, de Eduardo e Mônica, que nem é tão longa assim, e de Faroeste Caboclo, ambas do Legião. Curioso é que Faroeste Caboclo na verdade é anterior a Eduardo e Mônica, e acho que as rádios de então só toparam para ter mais um hit da Legião, que na época era A banda, nas paradas. Uma espécie de exceção.

(Aproveito para contar uma pequena e estúpida passagem da minha vida: até hoje eu sei Faroeste Caboclo inteira, de cor, do começo ao fim. Porque eu era bem moleque nessa época, e achava a escola, quase todas as aulas, um saco. Então eu descobri que Faroeste tinha 10 minutos, e as minhas aulas duravam 50 minutos. Então eu pensei um dia: pô, é só cantar mentalmente Faroeste Caboclo cinco vezes e cabou a aula. Assim, durante mais de um ano, eu cantei mentalmente Faroeste Caboclo inteirinha umas vinte vezes por dia.)

O curioso é que essa espécie de padronização das músicas em 3 a 4 minutos vem da época do vinil e das fitas K7: músicas grandes eram ruins, porque ocupavam muito espaço no bolachão e no K7, que tinham tamanho, em minutos, bem limitado. Uma música grande tomava o espaço de três ou quatro ‘normais’, e isso comercialmente era ruim. Quando veio o CD essa limitação acabou, pois cabe coisa pacas em um CD, muito mais do que o artista pode gravar, mas mesmo assim a padronização continuou.

Acho que os poucos a quebrar essa regra são os artistas de rap e hip hop, que gravam músicas bem mais longas do que 3 a 4 minutos, ainda que alguns estadunidenses como o Snoop Doggy Dogg já estejam bem encaixadinhos nesse formato: ajuda os clipes para a TV, também. Clipe de 10 ou mais minutos é foda para a emissora.

Talvez agora, com iPods quase ilimitados de múltiplos gigas quase impossíveis de preencher totalmente, os artistas se sintam mais à vontade para estabelecerem novos parâmetros para a duração de suas músicas, seja 1 minuto ou 30 minutos. E viva o MP3!

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Publicado por em 28 abril 2009 em Mídia, Música, Tecnologia, Vida Urbana

 

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Jornalista, a profissão sem futuro

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IRMÃO ROCHA #1

Creio que uma das profissões mais sem futuro que existem hoje no mundo é jornalista. E falo isso com toda honestidade do mundo, e sem nenhum rancor ou algo do gênero por esta categoria profissional: sou jornalista.

Antes de explicar o porquê um adendo, importante já nesta altura: o que acho que não tem futuro é o jornalista, não o jornalismo. São duas coisas bem diferentes, ainda que aparentemente entrelaçadas.

Jornalista não tem futuro pois 1) é uma das profissões que mais deveria adaptar-se aos novos tempos, às novas tecnologias 2) não o fez pois jornalista, em sua extrema maioria, se acha gente muito importante, inatingível, sem necessidade de abrir os olhos e ver o que acontece no mundo ao seu redor 3) é uma profissão que perdeu-se em seu próprio universo, em sua própria pequeneza e 4) não existe mais aquele jornalista, digamos, de verdade: aquele que realmente vai atrás de uma notícia – hoje jornalista só espera que a notícia lhe seja entregue.

Jornalista, por essência, deveria ser aquele que transmite informação. Seja repórter, editor, rádio-(ou web-)escuta etc, não importa. Mas o jornalista acha que isso é exclusividade sua – e não é mais. E o jornalista de hoje acha que ele é aquele que trabalha para o jornal, para a revista, para a TV. E aí é que se perdeu: deu mais importância ao veículo do que à sua própria profissão. E agora já é tarde demais para voltar atrás.

Pois hoje não precisamos mais dos jornais, das TVs, do rádio para nos informar. Temos a Internet. Temos blogs, twitter, orkut, o escambau. Ah, mas blogs e afins não tem nenhuma credibilidade!!, dirão alguns. É verdade. E por acaso jornais TVs e revistas a têm? Então eles não defendem seus interesses, não puxam a sardinha para quem e para onde querem? Você realmente acredita que o que está publicado em jornais e revistas, ou o que aparece na TV, é verdade verdadeira verdade nada além da verdade? Não seria a verdade… deles? Nunca, jamais, você leu uma matéria sobre assunto que dominava e viu que coisas ali publicadas estavam erradas ou, ao menos, distorcidas? Neste ponto os blogs e afins tem até mais credibilidade: como na maioria são pequenos, e pessoais, pouco interesse têm em manipular dados e informações.

Jornalista não tem futuro por isso: não precisamos mais de jornalistas para nos informar. Nos informamos onde queremos, onde como quando queremos. Na verdade a profissão de jornalista tem futuro até demais, pois em breve cada um de nós será um jornalista: teremos algo a dizer, algo que alguém quer escutar, saber. Por isso o jornalista dito profissional não tem futuro. Ninguém precisará mais dele.

E não existe mais o jornalista que realmente deu a essência e espírito do que achamos que é o jornalismo hoje, aquele cara que ia atrás da notícia, que a criava, que a descobria, meio James Bond meio Hobin Hood. Jornalista hoje é o bundão que recebe press release por e-mail, corta e cola e publica. E é isso aí. E não adianta querer ser o herói da redação, relembrar os tempos antigos e áureos do jornalismo pois isso simplesmente não existe mais. Não há espaço para isso nas redações de hoje.

Então, em breve, e a coisa já está meio neste caminho, jornais TVs e revistas publicarão apenas as versões oficiais e oficiosas de empresas, parlamentos, entidades etc sobre determinada notícia. E as pessoas se encherão o saco definitivamente de lê-los; eles, numa atitude desesperada, partirão para o que chamam de, ohhh, visão analítica: analisarão as notícias, mesmo porquê nada mais restará ao jornal de hoje, cujas notícias já se sabe desde ontem pela Internet. Eles pensarão que este é o caminho da salvação, mas será o pulo no penhasco. Pois os leitores rapidamente se encherão o saco de ler as análises e opiniões retrógradas, moralistas, radicais ou tendenciosas da maioria dos jornalistas, e os mandarão definitivamente à merda. E passarão a consumir seu próprio jornalismo, o que lhes interessa, e a praticar seu próprio jornalismo.

Enquanto isso acontece, hoje os jornalistas fazem o quê? Ficam perdendo tempo em uma discussão estúpida, infantil e infundada, mas sacramentada justamente em seu próprio umbigo jornalístico: jornalista deve possuir diploma ou não? Não vêem, os jornalistas, que esta discussão foi atropelada pelo trem da história há muito tempo. É absolutamente inútil. Deveriam discutir, isso sim, se jornalista deve continuar a existir, qual o seu papel de fato na sociedade, o que produz de útil. Mas não.

Outro dia a Revista Imprensa, a qual até então respeitava, e muito, trouxe grande manchete na capa: Blogueiro não é Jornalista. Tentativa mais do que desesperada de manter os privilégios e posição social – e jabás – da dita categoria. Mas por incrível que possa parecer concordei 100% com a manchete: de fato, confirmo e sacramento, blogueiro não é jornalista. O que a revista deixou de perceber, e publicar, é que este é justamente o grande azar do jornalista.

jornalismo

ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

A principal ferramenta do jornalista é a credibilidade. E o Irmão Rocha, como sempre, já esvaziou os argumentos sobre o processo de deterioração do jornalismo e dos jornalistas.

Por isso é verdade que qualquer um pode exercer o papel (ou profissão, como queiram) de comunicador nos dias de hoje.

A matéria-prima é, como disse, informar com credibilidade. Não estranha, portanto, a migração de jornalistas “das antigas” para blogs, onde têm a liberdade de escrever quanto e o que quiserem sem a obrigação de seguir padrões e linhas editoriais da “grande imprensa”.

Essa é a tendência e quem (qualquer um, não necessariamente jornalistas) se agarrar na credibilidade como ferramenta de trabalho terá certamente leitores, ouvintes e telespectadores.

Por outro lado é cada vez maior o número de jornalistas que se enquadram no estereotipo descrito pelo Irmão Rocha. Redações inteiras usam a técnica copia&cola pra informar o pobre do leitor.

Outro dia ouvi um absurdo de uma jornalista, editora de um dos principais veículos de comunicação do Brasil, que resume muito bem a atual situação do jornalismo.

Questionando sobre a falta de informação básica em seu texto, que sugeria uma interpretação errônea da notícia veio a pérola: “Desculpe, se há uma interpretação errada da notícia a culpa não é minha. Não tenho nada a ver se o leitor interpreta errado meu texto”.

Detalhe (ou pormenor): obviamente ela copiou a notícia de um grande jornal do exterior sem se preocupar em checar se a informação valia para o espaço que ocupa (quer dizer, o País onde escreve, o Brasil). Ah, também publicou uma foto errada de um produto na mesma notícia e se defendeu: “A foto é meramente ilustrativa”.

Ou seja, o jornalismo feito com credibilidade, cuja missão é informar e educar a sociedade está acabando. Em vez disso teremos corporações ditando o tom das notícias, torcendo a informação ao sabor de seus interesses. E os jornalistas, cada vez mais desarticulados e despreparados vão dançar essa música em troca de salários vergonhosos.

Realmente, a profissão de jornalista não tem futuro. E a culpa é de todos nós.

 

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A Rede Globo e o Atravessando

globo1

IRMÃO ROCHA #1

A toda poderosa Rede Globo, dona de diversos sites, jornais, rádios e claro, a maior rede de TV do Brasil, leva, e muito, em consideração o que é escrito nesse blog. Com um plantel estelar de jornalistas, colunistas, diretores renomados, especialistas em comunicação e que tais, são os Irmãos Rocha que, pasmem, direcionam algumas decisões da Rede do plim-plim.

Não caro, blogueiro, blogado, não somos pretensiosos. Nos apoiamos em fatos ocorridos nos últimos tempos, sempre após alguns de nosso posts irem “ao ar”.

O que dizer, por exemplo, da enxurrada de coments pedindo o telefone do Jô. Vale a pena dar uma navegada pelos coments. A maioria quer ligar para fazer parte da platéia. Mas tivemos solicitações diversas, como da Ângela Cardoso, que precisa falar com a mãe do Derico, a Dona Mercedes, e nos procurou, provavelmente frustrada por não obter esse contato pelos canais oficiais da Globo. Ângela, infelizmente até o momento não conseguimos o telefone da Dona Mercedes.

Mas a própria Globo, olha só, nos enviou um comentário. Reproduzo abaixo para aqueles que até agora não conseguiram ligar pra produção do Jô.

Para fazer parte da platéia de qualquer programa de auditório da Rede Globo de Televisão

entre em contato através dos formulários presentes no site dos próprios programas ou
através dos números da CAT – Central de Atendimento ao Telespectador.

SÃO PAULO – (11) 3131-2500
RIO DE JANEIRO – (21) 3112-3500 ou (21) 2461-1500
RECIFE – (81) 3112-3500
BRASÍLIA – (61) 3241-2500
BELO HORIZONTE – (31) 3112-3500

Curioso, caro leitor, que esse coment chegou até nós às 21h do dia 13 de outubro. 21 horas? Isso quer dizer alguma coisa. Em esforço de reportagem descobrimos que manifestações da poderosa rede de TV em meios de comunicação como o nosso são tomadas após minuciosas análises, o que geralmente leva um dia inteiro. Opa, eles passaram todo esse tempo avaliando nosso blog? Parece que sim.

O que dizer então do que ocorreu com a transmissão do futebol na Globo no início do ano. Onde estava o Galvão? De férias? Que emprego bom, né? O cara tira três meses de férias justamente após uma atravessada declarando o nosso ódio e o de milhares de espectadores.

Mais que isso, o Cleber Machado, declaradamente inimigo deste blog por piorar o estilo Galvão com seus comentários nada a ver, gorando vááários times de SP, foi narrar o campeonato carioca. Em seu lugar no início do Paulistão veio o Luis Roberto, que elogiamos no mesmo post. Coincidência? Ou mais uma vez nossas preces foram “lidas” pelo pessoal do plim-plim?

Agora ele, o mala-Machado voltou para atormentar a transmissão do futebol paulista com seus comentários (quando deveria narrar o jogo) no melhor estilo filho-único-mimado-pela-mãe. Saca esse tipo? Quer ocupar o espaço com sua fala e só sai merda. E merda sem consistência. Pelo amor de Deus Globo, olha o que vocês estão fazendo com os nervos do telespectador. Desse jeito o jurássico Luciano do Valle vai ganhar a audiência….

A novela a Favorita também sofreu transformações depois que divulgamos o final de diversos personagens semanas antes do capítulo derradeiro. Acertamos em alguns, mas muitas cenas provavelmente foram regravadas, em mais uma prova de que os muitos acessos ao nosso blog partem de terminais ligados a partir do Jardim Botânico, no Rio, ou do imponente prédio na Berrini, em Sampa.

Quero finalizar dizendo que depois dos 21 coments sobre os post dedicados à Globo e das mudanças promovidas pela Rede dos Marinho após nossas intervenções pretendemos cobrar pela consultoria. Tá avisado: vamos mandar a nota cobrando depois, ok pessoal da Globo?

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ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

 

O Irmão Rocha não está louco não, é verdade. Tudo o que falamos da Globo aqui no Atravessando a Globo escuta. A Globo sabe. Se eles estão agindo apenas baseados no que escrevemos aqui não sei, mas que parece parece. Nós falamos mal do Cléber Machado, mandaram ele para o Rio. Paramos de falar mal do Cléber Machado, mandaram ele de volta. Nós falamos do cabelo loiro do Dodi, de A Favorita, e repintaram nos capítulos ainda a gravar. É assim mesmo.

Repetindo meu brother Rocha: não, não é pretensão. É fato. E vou explicar por que: a Globo está desesperada com esse negócio de Internet. Pois a Globo vende o que? Informação e entretenimento via TV. É só o que eles sabem fazer – vide os sites da Globo e G1, que só tem grandes acessos para… vídeos de coisas que passaram na TV Globo.

E a Globo, que, convenhamos, não é nenhuma amadora, sabe que ela está fudida, que a sua sobrevivência está ameaçada porque as pessoas estão buscando mais e mais informações e entretenimento na Internet. Os jovens vêem muito menos TV hoje do que viam na geração passada. E a Globo não sabe o que fazer. Prova cabal: Malu Magalhães no Faustão. Aposto com quem quiser que um diretor do Faustão disse: “Vamos chamar essa menina, mesmo ela sendo uma patza. Ela é um fenômeno da Internet. É uma forma de chamarmos essa audiência da Internet para o Faustão, chamar a nova geração para o programa.” Tsk, tsk. Pobres. Estão tão desesperados que não sabem o que fazer.

Então eles fazem o quê? Simples: a Globo é uma das empresas que mais monitora blogs e sites de relacionamento. Tenha certeza: qualquer coisa escrita em qualquer blog sobre a Globo chega na Globo. Na verdade os Irmãos Rocha não tem poder sobre a Globo, mas a Globo presta atenção no que os Rocha falam no Atravessando. E o comentário da própria Globo é a prova disso.

Por isso sugiro: se você tem um blog, fale sobre a Globo. Se você costuma deixar comentários em blogs, deixe um sobre a Globo. Eles lerão. Eu garanto.

Assim, faço minha parte: Galvão, aposente-se (esse foi só para engrossar o coro, nem tem mais graça). Cléber Machado: saia da escola Galvão, ou se aposente junto (ah, e nós sabemos que você é santista). Luís Roberto, você manda bem. Mais, agora em outra área: o que é uma novela passada na Índia onde todo mundo, inclusive os indianos, falam… português? O que é aquele Zorra Total, Deus? E Toma lá dá cá? Curso de formação de amadores? Por que a Globo compra direitos de transmissão de eventos esportivos para não transmiti-los? Por que contrata artistas da concorrência e deixa-os na geladeira?

Acorda, Globo. Nós estamos no Século 21. Os métodos do Século 20 não funcionam mais.

 
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Publicado por em 25 março 2009 em Credibilidade, Mídia, TV, Vida Urbana

 

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Agora fazemos o que com nosso ódio?

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IRMÃO ROCHA #1

A eleição e posse de Barack Obama como novo presidente dos Estados Unidos causou um enorme problema para nós, brasileiros, e para a gigantesca maioria dos povos do mundo, exceto os americanos ou estadunidenses, como queira: o que a gente faz, agora, com nosso ódio pelos americanos?

Na época dos Bush – tanto papai quanto filhinho – era uma moleza. Podíamos xingar, massacrar, tirar sarro dos americanos à vontade. Povo filho da puta que só pensa em guerra! Povo filho da puta que só come no McDonald´s e espalha as maldades do capitalismo pelo mundo afora!! Povo preconceituoso filho da puta que só pensa em petróleo, em poluir o planeta!!! Que os americanos se fodam, eles merecem!!!!

Aí vem este senhor, Mr. Barack, e acaba com todos os nossos argumentos. Ele é contra a guerra do Iraque, quer estabelecer logo uma paz duradoura no Oriente Médio na base do diálogo, quer acabar com a dependência do país do petróleo externo via novas tecnologias mais limpas e ainda quer reduzir os índices de poluição, desemprego e pobreza nos States. E o sujeito ainda é preto, o primeiro preto da história presidente. Mas o que este cara está pensando??

É terrível, pois é quase impossível não gostar de Mr. Barack, ou ao menos guardar certa admiração por ele. Não resta dúvidas de que ele é o primeiro estadista, o primeiro grande líder do Século 21. Se seu governo será um sucesso, se ele conseguirá fazer tudo que quer é outra coisa; mas não se pode negar que, no mínimo dos mínimos, o cara possui um carisma espetacular e segue o mesmo raciocínio dos argumentos pelos quais a gente sempre meteu, e com gosto, o pau nos americanos.

E agora fazemos o que com nossa raiva, desprezo e repulsa pelos americanos? Finge que não existiu? Então até 19 de janeiro a gente detestava os filhos-das-putas dos americanos e em 20 de janeiro a gente admira esse povo de paixão? Não dá. Realmente não sei o que faremos com nosso antiamericanismo tão bem declarado e posto à vista no mínimo por estes últimos oito anos. Creio que seja por isso que há muita, muita gente, torcendo para o governo de Mr. Barack não dar certo, ainda que em silêncio, para poder manter esse sentimento vivo.

E agora fazemos o que, Mr. Barack? Eu, por enquanto, só digo: você está mandando bem – continue assim e boa sorte. Quanto ao meu antiamericanismo… está ferido de morte.

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ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

Ainda é muito cedo. Apesar da simpatia pelo Mr. Barack não consigo colocar de lado todo o sentimento anti-América que me acompanha há bons anos. Eu sou um dos maiores fãs do Michael Jordan, acho demais a maioria dos hip hop americanos e adoro o cinema de Hollywood. Mas da mesma forma que a comida é uma merda e o café é chá-fé, odeio a forma como os americanos exercem sua liderança no mundo. O Irmão Rocha já escreveu tudo sobre isso, não vou chover no molhado.

Portanto, ainda vejo que tudo o que envolveu Barack Obama até agora – desde sua cinematográfica disputa com Hillary, a indicação pelos Democratas à confirmação de que será o presidente da maior potência do planeta – não passou de um showbizz muito bem orquestrado. Quem assistiu o SuperBowl pode ter uma dimensão da analogia que quero fazer.

Não dá pra negar: eles são muito bons nisso.

Por isso caro presidente Obama, o odeio, sim. Mas é um ódio representativo: Mr. Obama representa pra mim, até agora, tudo de ruim que os americanos puseram ou fizeram ao mundo.

Mas também estou na torcida para que sua atuação acabe livrando a cara dos verdadeiros filhos da puta americanos que botaram toda uma nação, quiçá o mundo, nessa roubada financeira.

Haja trilhão de dólar pra salvar a economia e, na ponta desse novelo, o pobre consumidor, os americanos médios, nós, vós e todo o resto.

Apesar do otimismo, na minha visão exacerbada, sobre o desempenho de Obama, já surgem sinais de que sua equipe estelar, suas estratégias para reativar a economia e a montanha de dinheiro aplicada pra salvar verdadeiras instituições do capitalismo, nada disso surta o efeito desejado.

O que sinto falta mesmo é de alguém por o dedo na ferida. Em bom português dar nomes aos bois. Quem são e onde estão os malditos que conduziram o maior desastre econômico da história da humanidade? Sim caro blogueiro, blogado, se ainda não é o maior será, e o motivo é bem simples: na grande depressão os acontecimentos foram relatados pelo telex, portanto os efeitos não eram instantâneos. Agora a crise é divulgada online pra qualquer parte do mundo.

Quer dizer que, Yes, We Can: até o Osama lá nas cavernas do fim do mundo, Mr. Obama, sabe em tempo real o que o rola aí e como pensam seus compatriotras, aqueles que nós odiamos de morte.

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Publicado por em 25 fevereiro 2009 em Mundo, Política

 

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