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Arquivo da tag: São Paulo

mega consciência ambiental?

três lixeiras diferentes de empresas ou projetos “ambientais” em um mesmo espaço é o que?

a) falta de planejamento na distribuição das lixeiras
b) educação ambiental
c) falta de educação nos parques da cidade
d) uma (ou mais) iniciativas importantes em prol do meio ambiente

LIXEIRAS DE COLETA SELETIVA ESPALHADAS NO PARQUE INDEPENDÊNCIA

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coleta seletiva do parque

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para saber mais:
http://verde.br.msn.com/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=29157528&page=8

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1 comentário

Publicado por em 11 julho 2011 em Uncategorized

 

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PM e Civil são duas quadrilhas com distintivo

São Paulo.

Polícia Militar X Civil: São Paulo.

IRMÃO ROCHA #1

Em plena segundona braba, 20 de outubro, às 7h45, fui vítima da polícia civil nas ruas. A atitude, que vou descrever a seguir, representa claramente o motivo pelo qual a polícia – no caso civil e militar inclusa – em São Paulo passa por uma crise, talvez mais grave que a crise financeira mundial.

Estava eu num cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul, ao lado do terminal rodoviário Tietê. Um puta trânsito e vários ônibus e carros que saiam do terminal tentando acessar a rua em que eu estava. E aí já viu: tem aqueles de forçam a passagem enquanto outros que pensam mais no fluxo do trânsito, como eu, deixam veículos entrarem na frente. Ao fazer isso foi barrado o seguinte, um Hyundai Atos prata, todo filmado e com a placa pintada com letras e números miudinhos no pára-choque.

O motorista, assim que se colocou atrás de mim forçando a barra contra o carro de trás tirou a mão pra fora da janela e exibiu um distintivo. Não acreditei: a pessoa, que não estava em veículo oficial, nem com giroflex que poderia indicar certa prioridade a ele no trânsito, acabava de dar uma carteirada em mim!

Não contente com isso, assim que cruzei a primeira pista da Cruzeiro do Sul, o suposto policial acenou mais uma vez com seu distintivo e me ameaçou, dizendo “você vai se foder”, e que meu carro seria multado.

Não tive dúvidas: saltei do carro, tirei minha funcional de jornalista e apontei para dois policiais militares que, parados na esquina, assistiam tudo. Disse a eles que fui ameaçado pelo carro que estava ao lado deles e perguntei se esse era comportamento de um policial. Advinhem: não obtive sequer uma resposta desses dois policiais, que discretamente sairam andando como se ninguém tivesse falado com eles. O polícial civil continuou me ameaçando com multas até que o sinal abriu e cada um foi para seu lado.

Faço questão de registrar o caso aqui e fazer paralelo que acho pertinente: é por essa e muitas outras que a sociedade presencia no dia-a-dia de uma cidade como o de São Paulo que vemos resultados como o do sequestro em Santo André ou do confronto entre policiais civis e militares durante a greve dos primeiros há algumas semanas.

Como se porta essa gente despreparada, que usa o distintivo pra se dar bem no trânsito, durante seu trabalho? Como um sujeito como esse pode proteger a sociedade, combater o crime? E os outros dois polícias que trabalham nas ruas para justamente atender às necessidades da população?

Somos reféns de um bando de mal remunerados, mal educados e que utilizam o poder que lhes é conferido para obter vantagens: desde um mero espaço no trânsito a, como já foi amplamente divulgado em diversas ocasiões, subornos, falcatruas e até assassinatos e roubos com o distitivo em punho.

Trata-se de uma verdadeira quadrilha agindo somente de acordo com os próprios interesses. As excessões dentro dessas corporações são tão excessões que não conseguem combater o mal interno.

ATRAVESSADA IRMÃO ROCHA #2

Vou dizer o que penso da polícia: fique o mais longe possível. Por favor. De preferência não se meta em enrascadas que acabarão na delegacia, não bata boca com policial, seja civil ou militar, não faça coisas ilícitas que poderão levá-lo à polícia, ainda que você discorde do fato de que elas sejam julgadas ilícitas. Porque, meu(minha) amigo(a) blogueiro(a) e blogado(a), se isso acontecer a verdade será uma só: Você perdeu, para utilizar um linguajar bem próprio.

Claro que atitudes deste tipo, da citada pelo Irmão Rocha #1, devem ser combatidas com o máximo de ação e rigor; mas a ação correta, por favor. Anote a placa, acione a ouvidoria, denuncie à imprensa, etc. Mas nunca faça isso, de descer do carro e peitar o polícia, ainda mais jogando civil contra militar: se alguém vai perder nessa história será apenas uma pessoa, e essa pessoa será você.

Ou alguém de fato acredita que se Rocha #1 tivesse tomado um tiro no meio do peito partindo do policial ali, no meio da rua, na manhã daquela segunda-feira, alguém diria que não seria verdadeira a versão da polícia de que ele era um traficante, ou que atirou primeiro portanto foi legítima defesa, ou de que ele era um criminoso, ou que o civil estava defendendo um colega militar que sofreu ameaça etc? Quantos anos de processos, ameaças, medo nas testemunhas, frustrações seriam necessários para tentar, apenas tentar, provar o contrário? E pedir punição desse policial? E como ficaria sua família, seus amigos, seu cachorro, seu Irmão Rocha #2?

Devemos, sim, lutar para que este tipo de coisa não exista mais. Mas lutar da maneira correta. Quer um bom começo? Vote direito.

Apenas um adendo nesta história, que se não tem nada a ver com polícia tem tudo a ver com trânsito: ele é uma das maiores causas de morte no Brasil. Segundo a Secretaria de Segurança Pública morre muito mais gente no trânsito em São Paulo, Capital, do que por homicídios. E não, não estão computados aí os casos de mortes envolvendo brigas no trânsito – apenas acidentes.

São Paulo.

Briga de trânsito: São Paulo.

 
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Publicado por em 12 novembro 2008 em Vida Urbana

 

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